FATORES NATURAIS QUE INFLUENCIAM A CONCENTRAÇÃO DE OZÔNIO ESTRATOSFÉRICO NAS REGIÕES  POLARES DA TERRA

Autores

Palavras-chave:

Ozônio estratosférico; Radiação solar; Noite polar; Fotoquímica atmosférica; Circulação estratosférica.

Resumo

O ozônio estratosférico desempenha papel fundamental na proteção da vida terrestre, absorvendo parte significativa da radiação ultravioleta proveniente do Sol. Sua formação, distribuição e concentração atmosférica são influenciadas por diferentes processos naturais, incluindo a disponibilidade de radiação solar, o ângulo de incidência dos raios solares, as variações sazonais de iluminação, a temperatura estratosférica e a circulação atmosférica. Nas regiões polares, essas condições apresentam características particulares, especialmente em decorrência dos prolongados períodos de noite polar e da reduzida elevação solar durante parte do ano. Este artigo tem como objetivo analisar os fatores naturais que influenciam a formação, a manutenção e a variabilidade da concentração de ozônio estratosférico nas regiões polares da Terra. A pesquisa caracteriza-se como uma revisão bibliográfica narrativa, de abordagem qualitativa e fundamentação físico-química, baseada na análise dos mecanismos fotoquímicos de formação e destruição natural do ozônio e dos processos de transporte atmosférico. São examinadas as consequências da ausência prolongada de radiação solar sobre a produção fotoquímica local, os efeitos da geometria de incidência solar, a influência das baixas temperaturas estratosféricas e a atuação do vórtice polar e da circulação de Brewer–Dobson. A análise considera, ainda, as diferenças atmosféricas existentes entre o Ártico e a Antártida, reconhecendo que a concentração de ozônio não depende exclusivamente da radiação recebida em determinada região, mas também do transporte e dos mecanismos naturais de transformação química. Argumenta-se que esses processos contribuem para a variabilidade espacial e sazonal do ozônio estratosférico, sem implicar necessariamente concentrações inferiores em todas as regiões polares ou explicar isoladamente episódios intensos de destruição do ozônio. Conclui-se que a compreensão da distribuição polar do ozônio exige uma abordagem integrada dos fatores fotoquímicos, radiativos, térmicos e dinâmicos, permitindo caracterizar a contribuição dos processos naturais para o comportamento da camada de ozônio terrestre.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Biografia do Autor

  • Wagner Antonio Farias Doncev, UEMS - Universidade Estadadual do MS

    Possui graduação em Química pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (2011) e mestrado em RECURSOS NATURAIS pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (2024). Atualmente é editor-chefe - Revista o Universo Observável, professor - Secretaria Municipal de Educação de Naviraí-MS, professor - GEO - Colégio Naviraí-MS, professor - IPED e professor do Governo do Estado do Mato Grosso do Sul; possui conhecimento prático em sínteses orgânicas, Eletroquímica prática (galvanoplastia), Geração prática e Compressão de Pulso Eletromagnético (Quântica);- Estágio no SENAI: Desenvolvimento prático de sensores eletrônicos de precisão em análises químicos, Dimensionamento prático e automação de autoclaves até 10kgf/cm2, Dimensionamento prático e automação de fornos de extração de compostos por PIRÓLISE, Programação prática em Ladder e Booleana em Sistemas de Supervisórios (Instrumentos de Analises Químicos);- Projeto de Pesquisa no Estado do MS: Desenvolvimento prático de um Conjunto de Ponte de Wheatstone para análise de precisão gasosa de diferentes tipos de drogas por variação de calor (Drogômetro Universal- Bafômetro) ao qual é automatizado GRAFICAMENTE pelo Sistema de Supervisório Labview , Desenvolvimento prático de Datação do C14 pelo análise comparativo do Carbonato de Cálcio em câmaras de chumbo equipadas com sensores de detecção de radiação Beta e Gama ao qual é automatizado GRAFICAMENTE pelo Sistema de Supervisório Labview;- Trabalho desenvolvido no Mestrado (Resumo): Para a síntese da 2-fenilacetamida a partir do isopor, o ponto de partida se deu pela pirólise do poliestireno seguida de purificação por destilação. A etapa seguinte, foi a construção de uma autoclave capaz de monitorar e controlar a variantes químicas e físicas no decorrer da síntese por batelada, tais como: temperatura, pressão, corrente, tensão, taxa de transmissão e absorção de calor em diferentes unidades de potência, variação assistida do consumo dos reagentes X formação de produto através da variação da potência do feixe de luz monocromática de entrada-saída do vaso de reação, identificação da temperatura mínima para a ignição da reação de willgerodt para a molécula do ESTIRENO, eficiência da síntese em função da temperatura e tempo de reação, desenvolvimento de técnica INOVADORA e eficiente de purificação e recristalização da 2-fenilacetamida em apenas quatro etapas. 

Referências

CHAPMAN, Sydney. A theory of

upper-atmospheric ozone. Memoirs of

the Royal Meteorological Society, v.

3, n. 26, p. 103–125, 1930.

NATIONAL AERONAUTICS AND

SPACE ADMINISTRATION (NASA).

Arctic Ozone in Spring. NASA Earth

Observatory, 8 jun. 2014. Disponível

em: https://science.nasa.gov/earth/earth

observatory/arctic-ozone-in-spring

83831/

. Acesso em: 19 out. 2026.

NATIONAL AERONAUTICS AND

SPACE ADMINISTRATION (NASA).

Chemistry in the Sunlight. NASA

Earth Observatory, 2002. Disponível

em: https://science.nasa.gov/earth/earth

observatory/chemistry-in-the-sunlight/

.

Acesso em: 18 out. 2026.

NATIONAL AERONAUTICS AND

SPACE ADMINISTRATION (NASA).

Ozone Mini-Hole Facts. NASA Ozone

Watch, [s.d.]. Disponível em:

https://ozonewatch.gsfc.nasa.gov/facts/

miniholes_NH.html

. Acesso em: 19 out.

2026.

NATIONAL AERONAUTICS AND

SPACE ADMINISTRATION (NASA).

Polar Vortex Facts. NASA Ozone

Watch, [s.d.]. Disponível em:

https://ozonewatch.gsfc.nasa.gov/facts/v

ortex_NH.html

. Acesso em: 19 out.

2026.

NATIONAL AERONAUTICS AND

SPACE ADMINISTRATION (NASA).

Sun Climate: Science. Greenbelt:

NASA Goddard Space Flight Center,

2025. Disponível em:

https://sunclimate.gsfc.nasa.gov/science

. Acesso em: 19 out. 2026.

NATIONAL AERONAUTICS AND

SPACE ADMINISTRATION (NASA).

Ultraviolet Radiation: How It Affects

Life on Earth. NASA Earth

Observatory, 2001. Disponível em:

https://science.nasa.gov/earth/earth

observatory/ultraviolet-radiation/

.

Acesso em: 19 out. 2026.

NATIONAL OCEANIC AND

ATMOSPHERIC ADMINISTRATION

(NOAA). Meteorological Conditions

& Ozone in the Polar Stratosphere.

Climate Prediction Center, [s.d.].

Disponível em:

https://www.cpc.ncep.noaa.gov/product

s/stratosphere/polar/polar.shtml

. Acesso

em: 19 out. 2026.

WORLD METEOROLOGICAL

ORGANIZATION (WMO). Scientific

Assessment of Ozone Depletion: 2022.

Geneva: WMO, 2022. (Global Ozone

Research and Monitoring Project,

Report No. 59). Disponível em:

9

Revista Ágora Latino-Americana - Vol. 1, No.1. (setembro 2026)

https://csl.noaa.gov/assessments/ozone/

2022/

. Acesso em: 19 out. 2026.

FATORES NATURAIS QUE INFLUENCIAM A CONCENTRAÇÃO  DE OZÔNIO ESTRATOSFÉRICO NAS REGIÕES   POLARES DA TERRA

Publicado

2026-10-24